Fabiana Montemor Consultoria de Imagem e Posicionamento Profissional

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Talvez você não tenha perdido seu estilo. Você só mudou.

“Eu abro o armário e parece que nada mais combina comigo.”

Essa frase não fala necessariamente sobre roupa.

Muitas vezes, ela aparece depois de uma mudança importante: uma nova posição profissional, a maternidade, uma mudança no corpo, uma separação, uma nova fase da carreira ou simplesmente a percepção de que alguns anos passaram — e você também mudou.

O armário, porém, nem sempre acompanhou.

Ele continua cheio de versões anteriores de você.

Peças compradas para uma rotina que não existe mais. Escolhas que faziam sentido em outro momento. Roupas bonitas, algumas até queridas, mas que hoje provocam uma sensação difícil de explicar:

“Isso ainda sou eu?”

Talvez essa seja uma pergunta muito mais interessante do que “o que está na moda?”.


Nem todo problema de imagem precisa de uma roupa nova

Existe uma tentação de resolver desconfortos com consumo.

Nada para vestir? Comprar.

Mudou de cargo? Comprar.

Quer se sentir diferente? Comprar.

Só que adicionar novas peças a um guarda-roupa sem direção frequentemente aumenta o problema.

Você ganha mais opções, mas não necessariamente mais clareza.

Por isso, antes de perguntar “o que está faltando no meu armário?”, gosto de fazer outra pergunta:

“O que mudou em você?”

A resposta costuma revelar muito mais.


Existe uma diferença entre mudar a aparência e reconhecer uma mudança

Quando alguém procura uma consultoria de imagem, nem sempre quer se transformar em outra pessoa.

Às vezes quer justamente o contrário.

Quer voltar a se reconhecer.

Só que agora existe uma nova profissional, uma nova mulher, uma nova rotina ou novas prioridades ocupando aquele mesmo corpo.

É aí que o trabalho fica interessante.

Porque não se trata de criar uma personagem mais elegante, mais executiva, mais moderna ou mais qualquer coisa.

Trata-se de entender quais elementos da sua imagem ainda contam uma história verdadeira — e quais permaneceram apenas por hábito.


É por isso que eu não começo pelo armário

Antes de falar de peças, combinações ou compras, existe um diagnóstico.

Quero entender rotina, contexto, desconfortos, referências, objetivos e, principalmente, as contradições.

Você pode gostar de uma estética e não querer viver dentro dela.

Pode admirar determinadas roupas e nunca escolhê-las pela manhã.

Pode ter um armário excelente e continuar repetindo as mesmas cinco peças.

Pode querer transmitir autoridade profissional sem abrir mão de leveza.

Essas aparentes contradições não são problemas a serem eliminados.

São pistas.

É delas que começa a surgir uma direção.


A assinatura visual vem depois

Quando existe clareza, cor, modelagem, proporção, acessórios, cabelo, maquiagem e guarda-roupa deixam de ser decisões independentes.

Eles começam a formar uma linguagem.

Não uma fórmula.

Uma linguagem.

A diferença é importante.

Uma fórmula diz o que você deve vestir.

Uma linguagem permite que você faça escolhas diferentes sem deixar de parecer você.

É isso que eu chamo de assinatura visual.

Ela não deveria fazer alguém pensar:

“Ela está seguindo todas as regras.”

Deveria produzir algo muito mais simples:

“Isso tem a cara dela.”


E talvez essa seja a verdadeira evolução

Não acredito que uma boa consultoria termine com um guarda-roupa perfeito.

Até porque ele não continuará perfeito.

Sua rotina vai mudar novamente. Seu corpo pode mudar. Sua carreira provavelmente mudará. Seus desejos certamente mudarão.

Por isso, mais importante do que entregar respostas prontas é construir repertório e critério.

Você começa a entender por que determinadas escolhas funcionam para você.

Compra menos por impulso.

Reconhece mais rapidamente aquilo que não faz sentido.

Combina melhor o que já possui.

E consegue ajustar sua imagem conforme a vida acontece.

Nesse momento, a imagem deixa de ser uma preocupação constante e passa a funcionar como deveria:

a seu favor.


Talvez você não precise encontrar um novo estilo.

Talvez precise apenas olhar para quem você se tornou — e permitir que sua imagem finalmente chegue até lá.

Fabiana Montemor

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